quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

E como bem canta Pitty:
"Será que eu já posso enlouquecer?
Ou devo apenas sorrir?"

domingo, 6 de dezembro de 2009

Por que tanta pressa
velocidade
nos assuntos do coração?
Pra que mil cobranças
chantagens
voar na contramão?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009



Amigasssssssssssssssssssssssssssssssssss

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Tão somente velhidades...

domingo, 25 de outubro de 2009

Calmo como dia de domingo...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudí-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O professor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo."
Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Meu coração não é mais de carne
Ai de mim, ai de mim
Tornou-se mármore
talvez, marfim.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Recebi este texto por e-mail e adorei!

QUEM SOU EU ???

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... Vejam só que dilema!!! Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR. Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado CONTRABANDISTA. Se revendo algo MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios MASSA , em viagens TURISTA , na rua caminhando PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO, no hospital PACIENTE. Nos jornais viro VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR. Se sou Rubronegro, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR ) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros .... DEFUNTO, para outros ... EXTINTO, para o povão ... PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei ... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui ...ARREBATADO. E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU. (LLL)
por Luiz Fernando Veríssimo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Dor de amor
Como reconhecer
1-Um aperto no peito sem jeito do coração bater;
2-Suspiros múltiplos que escapam sem permissão;
3-Uma tristeza comprida, sentida que não dá pra esconder;
4-Lamentos sentidos vindos do fundo do coração;
5-Lágrimas sem tempo ou hora para desabar
6-Mundo sem cor, sem sabor e sem som;
7-Mente programada para somente lembrar;
8-Ser humano nu, sozinho, sem sentidos ou dons;
9-Querer gritar e se ver vazio;
10-Ter o mundo pulsando ao redor mas nada importar;
11-Pedir a Deus calor, e só sentir imenso frio,
12-Quando o NADA passar, enfim,
13-No peito no lugar da carne baterá
14-Um coração de marfim.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Roda Viva
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...
Roda mundo, roda gigante

Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A gente vai contra a corrente

Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...
Roda mundo, roda gigante

Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...
A gente toma a iniciativa

Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...
Roda mundo, roda gigante

Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
O samba, a viola, a roseira

Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...
No peito a saudade cativa

Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...
Roda mundo, roda gigante

Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...(4x)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


Coração de mãe não há igual!!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Quem conhece quem
nesta terra de aparências?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"Se a tristeza vier por qualquer motivo, faça o seguinte:
Assopre o pensamento triste, deixe escorrer a última lágrima,
conte até vinte.
Abra então a janela, aquela que dá para o vôo dos pardais,
procure a luz que pisca lá na frente (evite as sombras que ficaram lá pra trás).
Ao encontrá-la, coloque-a dentro do peito de tal jeito,
que possa ser notada do lado de fora;
acrescente agora uma pitada de poesia,d
o tipo que passa por nós todos os dias
e nem sequer consegue ser notada; aumente o brilho,
com toda intensidade de que um sorriso é capaz.
A felicidade é o seu limite, e o paraíso é você mesmo quem faz
Não se esqueça jamais disso e viva feliz!!!"

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Little islands
of happiness
in a big ocean
I close my eyes
and I see
The world sleeps
but my light is on.
Trabalha, luta, sua
Educador do Brasil
Estuda, inventa, atua
Pelo progresso civil
Mas saiba que no futuro
(passado e presente, também)
Não encontrará um governo
que lhe tratará bem
E em seu fim de carreira
Seu jovem aluno gentil
Dirá em tom debochado:
"Velho! Caduco! Senil!"

domingo, 30 de agosto de 2009

Não deixe corpo
lute,
vá contra a corrente
não afunde a cabeça
nade, nade, nade
pela corrente é mais fácil
mas tente
não desista, amigo
dê braçadas largas
contentes
cante, trema, ria
ranja os dentes
Não deixe que te matem
que destruam teus sonhos
te reinventem
Já te arrastaram
tempo demais
pelo caminho errado
Sente
como é bom seguir
sua própria trilha
músculos doloridos
mas vivos novamente
Estou do seu lado
eu, sua mente
vamos, querido
não é fácil
Por que seria?
Mas isto
é que te faz
Diferente

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Às vezes me pergunto qual meu papel na educação. O que esperam de mim os alunos, os pais, a coordenadora, o diretor, o secretário. Será que o concurso que prestei há cinco anos me habilitou a participar de algum reality show estúpido disfarçado de sistema educacional?
Enquanto meus colegas (professores ou participantes?) faltam ao serviço cada vez mais, assolados por doenças emocionais e físicas, vejo-me na obrigação de tornar-me um "Macgyver" em sala de aula. Com um toco de giz colorido de má qualidade devo "orientar para o futuro" e transformar em "cidadãos" 40, 50 60 estudantes simultaneamente. Subindo aulas para cobrir os buracos deixados pelos meus colegas deprimidos, doentes, cansados de passarem por tudo isso anos a fio.
Não adianta dizer que não é humanamente possível, ou decente, entrar duas, três vezes na mesma sala em um mesmo dia sem o material adequado, pois o horário de aula por meses a fio só é dado alguns minutos antes do sinal de entrada. Claro que eu posso fazer um grande plano geral de acordo com o ano, sem dúvida!Afinal para que serve conhecer cada aluno, suas maiores necessidades, o que mais o motiva se no final nem sei o dia em que continuarei com o conteúdo começado enquanto orbito por um 7ºano, um 8º ou um 9º apenas durante os primeiros 50min de aula?
Vale a lei do mais forte! O secretário manda no diretor que manda na coordenadora que manda em mim que mando nos alunos(outras vezes em ninguém) e eles me mandam tomar no... E estão com a razão!!!!
Vamos seguir este digno exemplo!Está na hora de inverter esta corrente e se por acaso não resolver o problema, não tapando o grande e fétido buraco em que a educação anda sendo abrigada pelo menos vai dar dinheiro para o rico convênio médico de muita gente.

domingo, 23 de agosto de 2009

"Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro"

(Serra do Luar- Leila Pinheiro.
Composição:Walter Franco)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009


Decepção forte, triste
Mas não "aquela dor"
Igualzinha aquela
não mais existe
Culpa minha!
Pinto aquarelas
Invento glórias
Confundo ilusão
Com o tal de
Amor.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

"Histórias de amor são como borboletas: você consegue ver, pode até tocar, mas se você tentar guardar uma pra você ela simplesmente morre. Tem que saber admirar de longe."Bruno Boggiss

Cada pessoa é um universo
Pronto a ser desbravado
Planetas e satélites
Sóis e luas quadrados

sexta-feira, 7 de agosto de 2009



“Canção Amiga”
Milton Nascimento

Eu preparo uma canção
Em que minha mãe se reconheça
Todas as mães se reconheçam
E que fale como dois olhos
Caminho por uma rua
Que passa em muitos países
Se não me vêem, eu vejo
E saúdo velhos amigos
Eu distribuo segredos
Como quem ama ou sorri
No jeito mais natural
Dois caminhos se procuram
Minha vida, nossas vidas
Formam um só diamante
Aprendi novas palavras
E tornei outras mais belas
Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças
Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Instinto materno grita,
clama, chora,

quer dar colo,

quer dar o peito

para boca ávida

recém-nascida.
Quer dar A Luz,
quer dar conselhos,
sonhar com netos...
Quer dar a vida.

segunda-feira, 27 de julho de 2009


"O homem nasceu livre, e em todos os lugares ele está acorrentado."
Jean Jacques Rousseau

domingo, 26 de julho de 2009

Vamos a bailar?

terça-feira, 21 de julho de 2009


Limpeza para um novo inquilino!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Canção Da América
Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento


Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na
América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvirA voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.


domingo, 19 de julho de 2009


CANTIGUINHA

Brota esta lágrima e cai.
Vem de mim, mas não é minha.
Percebe-se que caminha,
sem que se saiba aonde vai.

Parece angústia espremida
de meu negro coração
- pelos meus olhos fugida
e quebrada em minha mão.

Mas é rio, mais profundo,
sem nascimento e sem fim,
que, atravessando este mundo,
passou por dentro de mim.

CECÍLIA MEIRELES


Encontre-me no passado!rsrs

quarta-feira, 15 de julho de 2009



Oração para esquecer um amor

Senhor Pai, escuta-me
peço-lhe nesta oração.
Dá-me sossego da alma,
tira-me a solidão.
Faz meu sorriso franco,
mostra-me do que devo desistir
pelo quê vale a pena lutar
Ajuda meu espírito a sorrir.
Chega, Oh, Pai de chorar
pelo amor que nunca foi meu.
Ajuda-me a esquecer
o Bem que não me escolheu.
Senhor, sabe o que sinto
pode contar minhas lágrimas
Tem consciência que não minto
Conhece de minha vida cada página.
Ah, Senhor dez anos
é muito tempo para carregar um amor
Tira do meu coração
Ele que nunca foi ou será meu,
Escuta minhas preces, oh Senhor!
Amém

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Uma rede,
um bom livro,
comida de mãe,
conselho de pai,
conversa com as tias,
amigas de infância=
Férias no interior.

domingo, 5 de julho de 2009

Terminei de ler um dos livros que escolhi na biblioteca da escola para me divertir nas férias.
"A menina que roubava livros" de Markus Zusak é uma história que chama a atenção desde sua capa até suas últimas linhas e o breve histórico de seu autor.
Herdei de minha mãe uma emotividade fora do comum. Como ela, sou capaz de me emocionar ao final de uma competição atlética sofrida, ouvindo uma história triste e, principalmente, quando me enveredo pelas belas e emocionantes vidas e histórias impressas nas páginas dos inúmeros livros que já li e ainda lerei.
Antes de abrir o livro, este já nos avisa que"quando a morte conta uma história é melhor parar para ouvir"o que busca nos preparar para beleza e melancolia do que leremos.
Fui transportada para Alemanha na época do nazismo e convivi com uma família alemã, tentando viver a sombra do Führer e sua eloquente e convincente loucura que julgou construir, mas destroçou uma nação e a todos designados seus inimigos.
Não contarei a história, claro!Quem sou eu para estragar a grande emoção do mundo das palavras desvendando seu fim antes da hora?
Só quero deixar registrada a grande emoção que senti percorrendo os acontecimentos descritos nesta bela obra, tendo a narradora, a Morte, como companheira e mestra.
Não me envergonho em confessar que suas últimas páginas foram lidas e sentidas entre lágrimas e soluços...Chorei por Liesel, Hans, Rosa, Rudy, Max e até pela Morte que nos contou e "viveu"(?) juntamente com estas pessoas que sairam das páginas do livro e agora vivem dentro de mim e de tantos outros leitores.
Afinal, como diz nossa inevitável e gentil anfitriã:"Os seres humanos me assombram".

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Tocando em Frente - Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

quarta-feira, 1 de julho de 2009



Espero por algo...ou alguém...Nada mais!

sábado, 27 de junho de 2009

Será que sou mais uma espécie em extinção?
Ninguém mais ama sem limites,
entrega-se sem palpites,
chora de solidão?

Será que nasci para ser só?
perdida entre concreto,
iludida e sem afeto,
vivendo na contramão?

Minhas dores não entendidas,
minhas feridas expostas,
minhas lágrimas empossam,
no limiar do coração.

Mas afinal o que espero?
O que é que tanto me falta?
Serão pequeninos os meus sonhos
ou grandes demais minhas mãos?

quinta-feira, 25 de junho de 2009














Precisamos conscientizar nossas crianças!
Uma brincadeira infantil não pode
e não deve ter finais assim!!!
Divirta-se sem fazer alguém chorar.

domingo, 21 de junho de 2009

"O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso." Mario Quintana

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Fim de semestre!Ufaaaaaaaaaaaa

sábado, 13 de junho de 2009

Quero numa tarde tranquila
de um feriado qualquer
ver as doces imagens
dos meus sonhos de menina
dos meus jogos de mulher

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Hoje gostaria de registrar um desabafo...
Sou professora desde os 18 anos, hoje estou com 30. Nesta década e pouco me deparei com situações tristes, inusitadas, engraçadas, rídiculas, coléricas e trágicas.
Vi meninas se perdendo nos caminhos tortuosos e dourados da vida; jovens envelhecidos sob o peso do vício; adolescentes em caixões preparados pelas pastas de cocaína; avós desesperadas com seus netos abandonados pela pessoa que saiu de seu ventre...Infelizmente o mal nos marca mais profundamente que o bem!
Ainda hoje me sinto, por diversas vezes, perdida. O que dizer ao garoto que falta aula porque o pai sai todo dia pra trabalhar e ele fica sozinho sem ninguém para tomar conta dele? Como explicar por que as mães morrem a este menino, distraido, com olhar distante de quem foi esquecido num lugar estranho e ainda espera voltar pra casa?
O que dizer a minha colega professora que sente pânico em enfrentar uma sala de aula depois de décadas de ofensas, desrespeito, decepção, luta por melhores condições de trabalho sem nunca consegui-las? Como mostrar-lhe a fragilidade do jovem que ataca, que grita, que é grosseiro com quem recebe para "tentar" mostrar-lhe os muitos caminhos que o levam a ser um cidadão?
E, Meu Deus, mostre-nos o que dizer a menina de 14 anos que todos os dias vai a escola, faz as tarefas, pergunta, respira, sai para o recreio e guarda a sete chaves em seu coração o medo e a certeza de que ao voltar pra casa vai mais uma vez ser molestada pela pessoa que a pôs no mundo??? O que a gente diz PAI ao olhar dentro dos olhos de uma criança e ver a dor e o medo de ser estuprada dentro de casa pelo próprio pai, repetidas vezes, enquanto a mãe dorme ou trabalha, dividindo tarefas com o homem com gerou seus filhos???!!!!!
O que fazer? O que dizer? Como dormir tranquila a noite?
Tenho medo, muito medo de ter filhos e colocá-los neste mundo sem saber em quem confiar! Um mundo que se apresenta sem maquiagem, sem políticos sorridentes e, muitas vezes, sem finais felizes nos bancos duros e gastos das escolas públicas.

quinta-feira, 21 de maio de 2009


Gostaria de contar a história de vida de uma mulher negra que me impressiona e fascina desde a adolescência. Carolina Maria de Jesus.

Nos dias de hoje Carolina é uma figura praticamente esquecida, ou mesmo desconhecida, por grande parte da sociedade brasileira. Descendente de escravos africanos, nasceu num vilarejo rural em Minas Gerais, foi trabalhadora rural, empregada doméstica, catadora de papel em São Paulo e autora de um dos livros mais vendidos, lidos e comentados na década de 60 "Quarto de Despejo".
Nele, a pobre catadora de papel que só estudou até a segundo ano do Ensino Fundamental, relata seu dia-a-dia para sobreviver numa favela, sozinha com três filhos e tendo como fonte de renda única os poucos cruzeiros que obtinha na venda dos papéis catados na Grande São Paulo.
Lembro que ao ler cada parágrafo, eu adolescente, tentava imaginar uma vida como aquela.Quase vazia de esperanças, mas abarrotada de dificuldades. Acompanhei com pesar a fome passada por cada um de seus filhos que muitas vezes tinham que se contentar com algumas frutas ou verduras estragadas que ela conseguia salvar num fim de feira, outras vezes, nem isso para acalmar os jovens estômagos famintos.
Seu diário relatava sua vida sem fantasias ou enfeites. Uma realidade sem cores que a suavizassem. Morei por algum tempo em seu barraco na favela, presenciando junto com seus filhos as brigas dos vizinhos, as visitas políticas em época de eleição, os carrinhos e bonecas usados presenteados, vez ou outra por alguma boa alma em época natalina...
A história de Carolina após a publicação do seu livro não aparece escrita em suas páginas sofridas. Ficaram para sempre gravados na memória da mídia e de alguns que acompanharam sua trajetória. De desconhecida, a ícone de uma época. A cinderela negra, como foi chamada, que saiu da sujeira de um barraco na favela para as primeiras páginas de jornais nacionais e internacionais. Viu a venda de seu livro ser equivalente a de Jorge Amado, sendo publicado em 13 línguas, em mais de 40 países!!!
Porém o sonho durou pouco, logo foi esquecida, abandonada por aqueles que antes a "cultuavam". Foi vista pela última vez catando lixo novamente pelas ruas da Grande (e Indiferente) São Paulo.

Um exemplo de mulher, de inteligência natural e de como a sociedade brinca com a vida das pessoas, construindo-as e descontruindo-as num virar de página.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vim de uma cidade do interior pra capital do meu estado. Ainda não me sinto totalmente a vontade em meio a tantos prédios, rostos, aromas, olhares...Mas o estranho é que também não me sinto parte integrante (como era) da cidade onde nasci e cresci!
É como a história do peixinho que li há muito tempo e não me recordo de seu autor:
O peixinho vivia sufocado dentro do seu pequeno mundinho de vidro, o aquário, sonhando com o que haveria do lado de fora daquelas quatro paredes transparentes. Era incompreendido (como todos os gênios e visionários!) e muitas vezes enfrentava zombarias dos outros peixes pelo seu jeitinho desligado e sonhador.
Todo dia observava a tubulação que trazia água salgada ao aquário, imaginando de onde viria aquela água tão límpida. Um dia cansado de somente pensar, resolveu agir, ante o olhar horrorizado dos outros peixes, o peixinho meteu-se pela abertura da apertada tubulação, espremendo-se todo naquele espacinho tão mínimo mesmo para ele que era tão pequeno.
Após muito esforço e ter quase machucado seriamente suas frágeis nadadeiras, o nosso amiguinho num arranque venceu o restante do imenso tubo e o que viu deixou-o paralisado de surpresa, medo e êxtase.
Estava num mundo tão grande e rico de água que nem mesmo em sonhos poderia ter imaginado. O mar descortinava-se a sua frente como um lindo, desconhecido, misterioso e amedrontador mundo novo.Cheio de exitação e alegria o peixinho tratou logo de nadar e nadar e nadar...Dando vazão ao seu desejo tão antigo de espaço e liberdade.
Ali viveu feliz por um tempo. Mas sempre que pensava em seus conterrâneos sentia-se mal, um traidor que abandonou os companheiros e sozinho veio desfrutar de tantas maravilhas. Resolveu voltar. Encontrou novamente a tubulação e agora com redobrado esforço nadou de volta ao seu antigo lar. Lá chegando espalhou a boa nova, chamando todos a um lugar imenso, maravilhoso, cheio de cores, comida, animais nunca antes vistos e falou horas com toda sua empolgação sem notar o silêncio da maioria dos peixes a sua volta, só quebrado pelos sorrisinhos sarcásticos, e cutucadas ocasionais de sua platéia incrédula.
Quando terminou, viu-se olhado com desconfiança e tratado como louco!Que se escondeu de todos pra pregar uma peça!Um farsante ou um louco!Diziam bem alto para que ouvisse.
O peixinho desesperado gritou, clamou, jurou mas ninguém acreditou em uma palavra do que disse. Foi deixado de lado e tratado como divertimento pelos seus.
Sem ter mais o que fazer, o peixinho olhou triste em torno de si e viu que estava grande demais para aquele aquário, não cabia mais ali e dando um último e longo olhar esgueirou-se de volta a tubulação, deixando para trás aqueles que por não acreditarem nele, passariam o resto de suas curtas vidinhas naquela brilhante e transparente caixa de vidro sem nem imaginarem onde poderiam estar.


Ps. Epa!Empolguei!rsrs. Fiz umas adaptações na história porque todos sabem"quem conta um conto....", mas é exatamente assim que me sinto. Pequena demais para minha terra natal e ainda um peixinho perdido na imensidão de concreto que me cerca.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Trinnnnnnnnnnnnntaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sensação esquisita!!!!!!Será que estou sentindo o amadurecer???!!!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Amanhã serei uma balzaquiana!
Ui

terça-feira, 28 de abril de 2009

Os meu sonhos não são os mesmos
meu rosto também não
rugas pequeninas

mostram o que realmente são
cada amor despedaçado
cada noite na balada
cada lágrima
cada andar na contramão
Minha identidade
na face estampada
na mente gravada
na palma da mão
Meus vinte ficam pra trás
meus trinta ainda virão
enquanto isso...
o limbo, a falta de idade
a louca verdade
de ser
o que não se é
garota?
mulher?
idosa?
serpente...
negra dourada
sem samba no pé!
Hum

domingo, 26 de abril de 2009

Como dizem "Não escolha o livro pela capa".

quinta-feira, 23 de abril de 2009



"Uma pomba da paz
livre num mundo sem fim"

sábado, 18 de abril de 2009

Segredos
Frejat
Composição: Frejat
Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei...
Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...
Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...
Hum! Hum! Huuuum!...
Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá...
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...
Hum! Hum! Huuuum!...
Hum! Hum! Huuuum!...
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
Eu procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurarEu vou até o fim...

terça-feira, 7 de abril de 2009

Comecei há pouco tempo uma reeducação alimentar que espero seguir de agora em diante. E ao mesmo tempo resolvi iniciar também uma reeducação emocional. Tantas porcarias me rondam neste século XXI. Passamos grande parte do tempo tentando separar o joio do trigo, na vida emocional e na digestiva.
Tenho comido tanta porcaria e, perdão pela metáfora chula, sendo comida por elas que acabei gorda e carente!!!rsrs. Quero cuidar do corpo e da mente para viver saudável e feliz, estando sozinha ou acompanhada.
Devo confessar que escorreguei várias vezes neste poucos dias: com a pizza calórica e o rolo de sempre batendo no portão ao meio dia de um domingo arrastado. Mas, mudar é uma guerra que se trava sozinha e meu exército"de uma mulher só"ainda precisa de muito para ganha-la. Vamos ver! O jeito é esvaziar a geladeira das guloseimas trans e desligar o celular nas horas críticas. E torcer para o paladar se acostumar com tomates, verduras cozidas e homens que prestam!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Chego em casa sozinha
meu sorriso ficou na calçada
tiro as vestes que me cobrem
dispo-me de corpo e alma
converso com o espelho
rachado
pelas lágrimas
que aparou nas noites frias
e pelos beijos de batom
depositados em seu nome
nua, sozinha
deito-me entre lençóis macios
fecho os olhos
selo a alma
e transbordando calma
mergulho sem suspiros
no meu mundo de sonhos e poesias.

quinta-feira, 19 de março de 2009

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música" NIETZSCHE

sexta-feira, 6 de março de 2009




Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!




Trecho do Navio Negreiro de Castro Alves. Belíssima e angustiante estrofe que já tive a honra de declamar em uma das apresentações do maravilhoso Coral Ad'Gloriam da Escola Agrotécnica Federal de Ceres, regido pelo maestro Sebastião Rodrigues, quando participei deste no naipe dos contraltos. Lágrimas nos olhos e cicatrizes na alma por todos meus irmãos humilhados, mortos, tratados como bichos nos sujos e fétidos navios negreiros!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

De uns tempos para cá estou me sentindo diferente. Mais madura, mais concentrada nas coisas que quero e também nas que não quero. Parece que aquela afobação maluca da adolescência finalmente está passando, me abandonando devagarinho...
Uma vontade de construir está tomando conta de mim. Quero adquirir bens para o futuro, sejam eles culturais, materiais, profissionais, emocionais.
Sempre sonhei com a famosa independência e agora me vejo vivendo-a plenamente. Moro sozinha, meu sustento sai das minhas mãos(sujas de giz), decido o que vestir, o que dizer, aonde ir, o que fazer, quem beijar, com quem transar, ou não transar, e vou tocando a vida, as vezes, chorando sozinha, outras gargalhando, mas sempre com plenitute!
Poxa, esqueceram de me avisar como é bom envelhecer! Como é bom saber que o que sou depende exclusivamente de mim e de minhas escolhas e não preciso me comparar com a gatinha da escola, a vizinha gostosona, minha irmã sarada, minha prima que pega geral, e posso concentrar-me em mim. No que sou, ou imagino que seja, no que quero e no que vou conquistar!
Mas, é claro que não acordo me sentindo assim todos os dias. Anos vivendo a loucura da adolescência deixam suas sequelas, mas o bom é que isso tudo já é passado.
A adolescente gordinha do passado, é agora a mulher gostosa (e gordinha) do presente que pode simplesmente calçar seus saltos finíssimos, usar um belo decote que valorize seios fartos e sair arrasando, as vezes sendo arrasada, pela vida!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009


Por pior que seja a situação...
Por que não?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


Feriadão de carnaval, eu aqui na minha pacata cidadezinha do interior com meus pais, tias, sobrinho.
Em volta da minha ilhazinha familiar muita farra, confetes e aqui dentro, tranquilidade, intimidade, descanso e paz.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


Colocando?Ou tirando máscaras???




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


No woman no cry;

No, woman, no cry;

No, woman, no cry;

No, woman, no cry.
Bob Marley

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Esquadros
Adriana Calcanhotto

Composição: Belchior

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!

Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus...

Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela?
Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm
Para quê?
As crianças correm
Para onde?
Transito entre dois lados
De um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo
Me mostro
Eu canto para quem?

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela?
Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela?
Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

Eu ando pelo mundo
E meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço
Meu amor cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado...

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela?
Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Em maio deste ano estarei entrando para a idade das balzaquianas. 30 anos! Minha nossa! Aos 15, esta era uma idade impensada. Estaria velha, velha e ponto final.
Olho pra trás ansiosa em acompanhar estes anos todos que me trouxeram aqui, aos 29, e não consigo distingui-los no turbilhão da minha vida.
Assusta muito! Não ser só mais uma jovenzinha por ai...Entrei definitivamente no mundo dos adultos. Aquele universo paralelo em que de repente você se vê vivendo, amando, construindo há um bom tempo!!!
É!Agora sou eu a grande e verdadeira responsável pela minha vida!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009


E o meu deserto continua cada vez mais particular...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009




É o teu corpo enroscado ao meu
o teu cheiro misturado ao meu perfume
os teus braços abraçando-me protetores
tua pele arrepiada arrepiando a minha
Que delícia é dormir no teu abraço
sentir na nuca sua respiração
o bater do teu coração
sinto-me parte de você
não sinto medo de nada
só de morrer
morrer de amor
meio clichê
mas não será um grande chavão
"amo você"?
Pra que inventar
novos jeitos de dizer?
O silêncio é tão bom!
Deita aqui
Descansa junto ao meu corpo
abrace-me bem forte
beije os meus cabelos
e só por essa noite
seja meu
amanhã...
amanhã é outro dia.
Boa noite, amor...



domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ehhhhhhhhhhhhhhh! Meu primo do coração vai ser papai de novo!!!( Tudo bem que ele está furando a fila mas deixa p lá!). Fico muito muito feliz!Ele encontrou a mulher certa e construiu uma belíssima família. Agora tem que deixar uns bebezinhos pra eu fazer também com o grande amor da minha vida(que ainda não conheci, ou será que já?)!rsrs

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hoje estou com suspiros presos no peito....

Hoje vou postar os versos de uma poetisa que gosto muito, a portuguesa Florbela Espanca e sua poesia dolorida, apaixonada...


EM BUSCA DO AMOR

O meu Destino disse-me a chorar:
"Pela estrada da Vida vai andando;
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor que hás de encontrar".

Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfiando...
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando...

Mesmo a um velho eu perguntei: "Velhinho,
Viste o Amor acaso em teu caminho?"
E o velho estremeceu... olhou... e riu...

Agora pela estrada, já cansados
Voltam todos pra trás, desanimados...
E eu paro a murmurar: Ninguém o viu!...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Estamos repondo aula na minha escola estadual. Fizemos greve nos meses de agosto e parte de setembro. O que ganhamos com isso? Bem...um contracheque zerado no final do mês e uma promessa de que se não repuséssemos em janeiro nosso salário seria novamente cortado! Será que me pagariam duas vezes pelo trabalho realizado? Pois se cortam duas vezes pela falta dele! Tudo é possível, para eles, OS PODEROSOS, tudo é realmente possível!
E o pior é ouvir os comentários maldosos dos colegas que não queriam a greve(será que eles ganham melhor do que eu?) e no fim ser a serial killer das férias alheias.
"Joãozinho, por que você não fez a tarefa?Você vai ficar de recuperação!"
"Tá doida, fessora!Senhora fez greve agora vai ter que me passar! Minha mãe disse que se eu tomar bomba vai denunciar a escola na Secretaria da Educação."
...Pra ONDE devo mandar, meu querido Joãozinho?
Hoje apareceu uma mãe na escola, louca da vida porque seu filho ficou retido em seis matérias!Dizia que a culpa era da greve. Queria que déssemos um trabalho para recuperar suas notas. E mesmo quando explicamos que era impossível, aos 45 do segundo tempo, recuperar o 4,0 do primeiro bimestre, o 3,0 do segundo, o 2,5 do terceiro, ela continuava em verdadeira erupção. Perguntamos quantas vezes já havia comparecido às reuniões escolares e se havia acompanhado o desenvolvimento do seu filho regularmente. A resposta? NÃO!
Salvemos os Joãozinhos do mundo enquanto é tempo! Da sua bolsa família, de seu salário escola e do peixe pescado pela vara de outro e jogado displicentemente em seu prato nosso de cada dia! Amém.

sábado, 24 de janeiro de 2009


Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente

Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos

Das horas que passei à sombra dos teus gestos

Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos

Das noites que vivi acalentado

Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo

Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.

E posso te dizer que o grande afeto que te deixo

Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas

Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...

É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias

E só te pede que te repouses quieta, muito quieta

E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.


Ps. Simplesmente maravilhoso. Vinicius...ah Vinicius...
Este poema escrevi há quase 9 anos. É um dos meus favoritos e diz muito de mim, ontem e hoje:

Quero
Quero uma pomba da paz
livre num mundo sem fim
Um poeta de Marte
que escreva versos pra mim
Uma flor de alegria
plantada no meu jardim
Quero escutar um sonho
nas batidas de um coração-criança
Inventar uma palavra
forte, bonita, mansa
Quero tocar a vida
nas cordas de um violão
Conhecer o mundo
nas linhas de minha mão
Quero sorrisos de luz
para quem não sabe ser feliz
Uma fada-madrinha
que me aceite como aprendiz
Inventarei um dicionário
pra traduzir o que a brisa diz
Montarei no cavalo alado
que galopa nos anéis de Saturno
Pintarei o amor de Deus
com as tintas de outro mundo
E plantarei ouro no quintal
daquele belo vagabundo
E quem sabe um dia
não esbarre numa esquina
Qualquer
Com estes sonhos escritos
nos olhos de um doce pangaré
Que estará esperando-me
sem selas, livre
para me levar a este outro mundo
no qual poderei ter
toda esta doce e louca magia
que um dia sonhei
querer, viver, SER!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Família Araújo


Noite chuvosa...Em dias assim a solidão é quase palpável.
Bateu uma saudade do meu quartinho escuro e familiar na casa dos meus pais. O que será que estão fazendo os meus neste exato momento?
Minha mãe, agitada como sempre, deve estar lavando vasilha e assistindo novela. Cada coisa num cômodo, acontecendo simultaneamente, como ela faz tão bem.
Meu pai deve estar sentado no seu sofá favorito com os pés pra cima, pedindo pro meu sobrinho, Pedro ficar quieto um pouquinho pra ele poder ouvir o que estão dizendo na novela(não que ele assista!De maneira alguma!rsrs).
Minha irmã ainda de férias(sortuda!) deve estar com o celular na mão mandando mensagem pro bem com um olho no Pedro, meio olho na tv e a outra metade no aparelho.
Na casa da frente, mesmo quintal, estão minhas tias: Gorete, Fia e Cícera. Gorete, minha tiazinha down (ai de nós sobrinhas se nos atrevermos a chamá-la de tia!) deve estar com seu celular na mão, esperando tia Cícera voltar das aulas que ministra a noite e alguém ligar pra ela pra conversar...Perai...Estou ligando...(Boa noite, Gogó!Foi bom falar com você!)
Minha tia Fia ,eu sabia, estava sentada em frente a tv, cochilando. Ela não sabe mais o que fazer da sua vida! Auxiliar de enfermagem aposentada passou a vida cuidando de estranhos e familiares: Primeiro meu avô, Pedro que já se foi há tantos anos, alegria da minha infância (que saudade!), depois minha avó, Maria José, dona dos meus primeiros esboços (ah, vó!Inventei tantas historinhas pra senhora!) e por último há poucos meses, minha bisavó, Ana que enterrou quase todos seus filhos, muitos netos...Foram 112 anos de vida. Vida longa carregadinha de frutos!
Minha família! Tão perto e tão longe.
Cai chuva, lava minha casa vazia, minha solidão, minhas lágrimas teimosas e lava também a casa dos meus pais, das minhas tias, nossas lembranças partilhadas, nossas dores não partilhadas, pois amanhã o horizonte estará mais limpo que hoje, o céu mais azul e mais azul, também nossa esperança.

Te amo Família Araújo. Boa noite, meus amores!




quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


Um salto alto e fino
Um gloss, um rimel
Uma blusa decotada
Calça jeans colada
Sorriso no rosto
Molejo no quadril
Gingando num ritmo
Ainda não inventado
Pele de ébano
Pantera que passa
Olhar sombreado
Quem nunca viu
Uma felina
Indo a caça?